Airbnb ajuda 100 mil refugiados da Ucrânia: Marketing Oportunista?

O Airbnb anunciou que 100 mil refugiados da guerra da Ucrânia poderão se hospedar de graça em casas oferecidas pela plataforma.

Os anfitriões receberão o pagamento da hospedagem pelo próprio Airbnb ou por usuários da plataforma, com uma possibilidade de apadrinhamento.

A plataforma americana de hospedagem foi lançada em 2008, sofreu grandes perdas financeiras durante a pandemia do Covid-19 em 2020 e hoje retoma com força total com um projeto de grande importância e alto impacto social durante uma crise sem precedentes na Europa.


Com o anúncio deste projeto, o Airbnb ganhou grande destaque e visibilidade na última semana, contando com uma série de campanhas promovidas por sua equipe de Marketing. E com isso, têm sido alvo de críticas por diversas pessoas pelo seu "marketing oportunista".


Mas afinal, todo marketing não é oportunista? Para qualquer profissional que leia e estude Philip Kotler - the King of Marketing - é claro que toda campanha aproveita uma oportunidade, ou até cria uma, para atingir seu objetivo: vender um produto, serviço, marca ou persona.


Entretanto, será que usar uma crise humanitária como os refugiados da Guerra na Ucrânia como oportunidade para deixar a sua marca em destaque é algo ético? Durante a nossa história, diversas empresas fizeram isso, inclusive na recente pandemia do Covid-19.


Na minha opinião, se não há prejudicados de qualquer natureza no processo, é mais do que justo, legal e importante termos ações como essa.

O objetivo do Airbnb é aumentar sua visibilidade, assinar embaixo de um projeto com responsabilidade social, e com isso lucrar mais. O objetivo do refugiado da Ucrânia é sair do país e se proteger da melhor forma possível, contando com a ajuda que estiver disponível.

O resultado de uma ação dessa é, ao meu ver, super positivo! Enquanto Governos demoram para tomar atitudes eficientes e a "burrocracia" só atrapalha quem está desesperado, diversas empresas usam seus recursos e estrutura para fazer sua parte, visando um Marketing Positivo para elas: uma troca justa, afinal, prefiro ser cliente de uma marca que ajuda o próximo de alguma forma do que daquela que nem sequer se posiciona sobre uma crise desse tamanho.

Parabéns, Airbnb!

E você? Qual a sua opinião sobre isso? Deixe nos comentários!

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