TUTORIAL: Como arruinar uma carreira em menos de 1 minuto

Bom, acho que todos aprendemos como. Nesta última segunda (07/02), o podcaster e gamer Bruno Aiub - conhecido como Monark - apresentou argumentos para tentar defender a legalização e criação de um Partido Nazista no Brasil durante uma discussão sobre extrema esquerda e extrema direita, e liberdade de expressão. Isso aconteceu em um episódio do Flow Podcast com a presença de seu amigo e anfitrião, Igor Coelho - conhecido como Igor 3K -, e dos convidados e Deputados Federais, Tabata Amaral (Partido Socialista Brasileiro - PSB) e Kim Kataguiri (Podemos - Partido Político).


Resultados da polêmica:

  • As hashtags #Monark e #Nazismo são mencionadas mais de 1 milhão de vezes em menos de 24 horas no Twitter;

  • Monark publica um vídeo em seu perfil nas redes sociais pedindo desculpas ao público, atribuindo a sua "fala de uma forma burra" a um bate-papo "cansativo de 4 horas" e ao fato de estar "bêbado" durante a transmissão;

  • O Canal Flow Podcast, no YouTube, é obrigado a retirar mais de 8 episódios completos - que juntos somavam mais de 30 milhões de visualizações - a pedido de convidados que já haviam participado do programa;

  • Os Estúdios Flow perdem diversos patrocínios, dentre eles: a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Flash Benefícios, Insider Store, Amazon, Fatal Model e a Philip Mead;

  • Diversas outras empresas presentes no Mídia Kit dos Estúdios Flow emitiram notas de repúdio sobre o episódio e esclarecimentos de que realizaram campanhas pontuais, mas não são patrocinadoras do programa, como a Wiseup, Mastercard, Ragazzo, PUMA Group, Mondelēz, iFood, entre outras;

  • Em decisão conjunta com diretores, produtores e os sócios, o Estúdios Flow realiza o afastamento do Monark das produções e a compra de sua posse de 50% da empresa pelo seu amigo, Igor 3K;

  • Monark perde mais de 5,6 mil seguidores no Instagram;

  • O canal no YouTube, Flow Podcast, perde mais de 60 mil inscritos;

  • O Ministério Público do Estado de São Paulo abre investigação contra Monark por apologia nazista e discriminação contra judeus, e ainda pode ser denunciado por dano moral coletivo.

O episódio ainda está gerando polêmica na internet e as discussões se espalharam por toda a imprensa e redes sociais durante essa semana. Em questão de poucas horas, vimos a carreira de Bruno Aiub chegar ao fundo do poço.

"MAS GIAN, TENHO UMA EMPRESA E TRABALHO COM INFLUENCIADORES DIGITAIS. O QUE EU FAÇO?"

Do ponto de vista da Comunicação, Gian Gonçalves, proprietário e Diretor de Comunicação da Agência Yeap, afirma: "isso é algo que pode sempre acontecer ao trabalhar com Marketing de Influência. Por isso a importância de um estudo detalhado sobre o perfil do influenciador, sobre quais temas ele aborda, que tipo de conteúdo ele produz e qual o seu posicionamento profissional e pessoal. Qualquer polêmica envolvendo o Influencer que você patrocina, apoia ou trabalha em parceria, - seja de cunho profissional ou pessoal - vai respingar na imagem do seu negócio. Preocupe-se também em desenvolver um Plano de Gerenciamento de Crise muito bem planejado e calculado".

Já do ponto de vista Jurídico, o advogado e sócio-proprietário do De Oliveira Advogado - escritório especialista em Compliance e Direito Empresarial -, Marcio Jose Almeida de Oliveira diz que "no intuito de se resguardar, é fundamental que a empresa possua um contrato com cláusulas claras quanto a imagem, posicionamentos e opiniões do influenciador, bem como, hipóteses de rescisão e ressarcimento em casos de danos a imagem da empresa".

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